
Já ouvi muitas pessoas valorizando a prática do Terrorismo Poético (TP) e similares (Arte Sabotagem etc.) e menosprezando o falar sobre TP. Falar sobre TP vale menos que fazer o TP? Sem dúvida. Mas o fazer orientado pelo falar vale mais que somente a prática sem teoria. Uma TAZ pode ser feita espontaneamente. Mas TP, tendo o objetivo de mudar a vida de outra pessoa (no sentido de expandir a consciência, satori, Hakim Bey etc.), dificilmente surge de modo espontâneo, creio que apenas quando o TP já se torna um hábito na vida da pessoa. Além disso, o falar sobre TP já é uma prática, uma vez que toda ação é praticar, e falar, é agir. Porém existem diversos modos diferentes de agir. A esta altura, seria bom fazermos uma classificação:
- Prática teórica (ou simplesmente, teoria): o nome já diz tudo. Essa prática incluiria teorizar sobre os conceitos, classificação, estrutura, processo, sistema, exemplos, denominação etc. que embarcam o TP e seu universo. É o que você está fazendo enquanto discute Hakim Bey.
- Prática de planejamento (ou simplesmente, planejar): embora essa modalidade de prática também seja verbal, com a acima citada, ela inclui o planejar a prática prática. É o que você está fazendo quando pensa ou discute como fazer determinado TP.
- Prática prática (ou simplesmente, prática): nessa categoria, entra o realmente “fazer TP”.
Vemos então, que podemos diferenciar entre duas principais modalidades: o falar sobre TP e o fazer TP. Porém o falar sobre o TP pode ser dividida em duas categorias: o teorizar e o planejar, sendo que a teoria orienta o planejamento, e este, por sua vez, orienta o fazer o TP.
Deste modo, antes de criticar os outros por falarem sobre TP (teorizar ou planejar), saiba que só será possível fazer TP sem falar sobre TP, no momento em que isso virar uma ação automática, ou um hábito. E isso, primeiro que não sei é desejado. Segundo, que deve levar no mínimo anos.



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